sexta-feira, 11 de setembro de 2009

é assim...


A nossa sintonia tão assustadora ao mesmo tempo boa; as frases que saíram sem querer como um ato involuntário, sob o impulso louco de dizer tudo aquilo que temos no coração; a falta das palavras que por vezes nos invadiu, deixando a sós com o silêncio e nossos olhares fixos um no outro; os pensamentos que não me largam um segundo... O sono roubado, os sonhos tão reais e inexplicáveis; a sensação de conforto, alegria, proteção que me invade a sua presença; o jeito que domina meus atos, meus dias, nossas horas...

A vontade que só aumenta que só se intensifica a reciprocidade tão viva explicita... Os arrepios, os desejos, as entregas tão puras... As noites.

Tudo tão rápido, tão inexplicável... A vontade de sermos um só de tão juntos que vivemos, como se no mundo não existisse mais ninguém...

Cada plano pro futuro, cada sonho em conjunto, cada descrição perfeita, cada detalhe perfeccionista que construímos é um pedaço de mim em você, de você em mim... Que com os minutos se solidifica cada vez mais... É como o relógio que sem os ponteiros é incapaz de marcar as horas; como um caminho que sem luz incapaz de prosseguir; como a vida que sozinho poderíamos não resistir...

E você é assim toda aquela importância única em mim...



domingo, 6 de setembro de 2009

Contraditório e intenso... Eu e você !


“... a doce presença sonora do seu jeito debochado me move...”

O som do seu sorriso ao abrir, a melodia dos seu lábios ao cantar, compasso harmonizado do seu andar a simples forma de me observar. Cada ruído, cada gesto; aquele abraço, aquele carinho, o olhar que me calcula, me observa, que implora, que se esconde... O medo que impede a dúvida que persiste, a boca que implora que nega, a mão que acaricia que afasta, o corpo que clama que se esfria, os limites que não quebramos... Medo ?

É sonho pesadelo, contradições inexplicáveis... Mas é aquela doce presença um tanto sonora e debochada que me move, me alucina, me fascina... é o seu jeito, a sua doçura...


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Nosso mundo !

Incessante vontade que não passa não para que arde e morre dentro de mim. Que não se sacia que não se acaba não se mede. O gosto amargo da ausência que me consome, pois a cada badalar do ponteiro do relógio que teima em parecer não mudar é como se um pedaço das nossas lembranças guardadas dentro de mim se fosse; cada barulho insistente daquele tic-tac é um eterno vazio que se forma ao meu redor.

Nada me satisfaz, nem mesmo o escuro que há tantos anos me completou, hoje tão diferente, como se fosse algo que não conhecesse, alguém há quem nunca fui apresentada.

Abstinência completa do teu cheiro, ausência interna do teu toque; cada parte de mim uma falta, cada detalhe de mim uma ausência tua cada, momento um sorriso. Ao teu lado meu mundo modifica, completa, brilha, implora, cresce, fortalece inevitável não perceber que nosso mundo foi feito pra viver, eu você e mais ninguém...



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Entre o Tudo e o Nada


Da mesmice do meu paladar, pro teu olho fixo a me observar... Do cheiro agridoce do ar que se espalha a cada sorriso seu a me ofertar... Cada minucioso minuto jogado ao vento para só mais um instante poder ti tocar... Em cada toque uma descoberta, em cada toque um arrepio de aprovação, uma reação...

Nos sonhos, nas frases, nas circunstancias, nos olhos alheio, no nosso meio... Em cada gesto, cor, sombra, pensamento, flor, folha, galho, vento... Em cada dia, noite, frio, chuva, sol... Em cada gota da lagrima, da água, do orvalho... Em cada som, canto, voz, barulho... Cada canto, em todo canto... Cada espaço, faço, refaço penso, que não é só em meu pensamento que existe tal sentimento... Envolve, protege, aquece, fortalece, alimenta, contradiz, diz e não fala nada.

De tão tudo se torna nada... Quando nada se torna meu tudo. Contradiz meu mundo, embaralha visão... Tanta coisa em comum, quando de comum não tem nada, completa tudo num instante sem dizer nada.

Queria poder dizer, queria poder fazer, queria ser somente ‘nós’, mas de ‘nós’ já não tem nada, cadê aquele que vinha comigo na estrada?

Em qualquer estação, numa noite quente até mesmo de verão... jogada num canto qualquer de um cômodo de mulher, no escuro no imerso, pensamentos se dispersam feito vento, folhas se preenchem em um só momento e de tantas frases que ponho a descrever sinto o vazio todo acontecer, como se aquelas frases preenchessem meu ser...

Como se fosse a única coisa que me restou, de todo nosso mundo, meu mundo, nossos momentos.

Mas e onde ficaram as lembranças? Não há lugar, não a espaço, porque todo o espaço o vazio preencheu e de tanto procurar algo que me alimentasse, percebi que nada me restava, nem mesmo a vida que possuía em mim. Foi então que vi que tudo que estava a seguir eram filmes a se passar de uma vida que já não era minha, de um dia que já não tinha meu nome, de um olhar que já não me observava. Quando você de mim saiu, foi como a morte vindo me buscar e de tanto implorar sua volta, estou aqui a chorar... Impossível continuar...